segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Volta às Aulas com Saúde


A alimentação é importante para o desenvolvimento do ser humano, principalmente nas fases da infância e adolescência, onde ocorrem transformações importantes, que interferem no desenvolvimento dos aspectos físico, intelectual, emocional e social.

Já sabemos que hábitos alimentares saudáveis contribuem para a prevenção das doenças veiculadas por alimentos, das doenças crônicas não transmissíveis (obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, câncer) e para o controle das carências nutricionais, como a anemia por deficiência de ferro, a deficiência de vitamina A e os distúrbios por deficiência de iodo (bócio).

Com a volta às aulas começamos a reorganização da casa, a retomada de regras, que envolvem horário para acordar, dormir, estudar, brincar, interferindo também na escolha dos alimentos que irão compor a refeição, principalmente os lanches escolares, muitas vezes levados de casa ou adquiridos nas cantinas das escolas.

Os hábitos alimentares, a escolha por determinado alimento, são formados por influências genéticas e ambientais. Apesar de existirem predisposições genéticas para se gostar ou não de determinados alimentos é possível moldá-las para obter uma alimentação saudável. Aí entra o papel importante que a família e a escola desempenham, no incentivo ao hábito alimentar adequado da criança e adolescente, que se mantém, muitas vezes, ao longo da vida.

É na família onde começa todo o processo de aprendizado da alimentação adequada, mas a escola também deve fazer parte desse processo tão importante para o desenvolvimento da criança e adolescente. A escola deve dar o exemplo do que deve ser uma alimentação saudável, conscientizando os alunos a respeito do importante papel que a nutrição desempenha em todas as fases da vida, e a família apoiando a escola.

As pessoas responsáveis pela cantina escolar ou alimentação fornecida na escola devem ser capacitados para compreender o alcance das orientações propostas, enfrentando o desafio de preparar e oferecer alimentos mais saudáveis. O desafio é reduzir ao máximo a oferta de alimentos e refeições com:

alto teor de açúcares (mais que 10% do valor energético total),

gorduras saturadas (mais que 10% do valor energético total),

gorduras trans (mais que 1% do valor energético total),

ricos em sódio (mais que 400 mg do valor energético total).

Alimentos não saudáveis: balas; pirulitos; gomas de mascar; biscoitos, principalmente os recheados; refrigerantes; sucos artificiais ou adoçados; frituras como risoles, pastéis e coxinhas; maionese; salgados com salsichas e presunto/ apresuntados; salgadinhos de pacote; pipocas industrializadas e outros com o perfil acima descrito.

Em contrapartida, existem vários alimentos considerados mais saudáveis, que podem ser introduzidos na alimentação na escola, ou adaptados e levados de casa para serem consumidos na hora do lanche, tais como:

sanduíche natural sem maionese,

frutas in natura,

salada de frutas,

sucos naturais,

industrializados (com mais de 50% de polpa),

frutas secas,

suco à base de soja,

salgados assados e preparados com massa saudável e baixo teor de gordura,

vitaminas de frutas,

preparações culinárias com verduras cozidas,

bolos simples enriquecidos com verduras ou frutas,

iogurtes e bebidas lácteas,

Nesse sentido, no caso das escolas, seria interessante realizar uma pesquisa junto aos alunos para conhecer os alimentos saudáveis preferidos por eles e, para aqueles que levam seu lanche de casa, os pais poderiam tentar programar a merenda em conjunto com os filhos, visando adequar a oferta de preparações e estimular práticas mais saudáveis, baseadas em hábitos regionais.

Fonte:
Dez passos para alimentação saudável nas escolas. Ministério da Saúde, 2007
Mondin E. M. C. Interações afetivas na família e na pré-escola. Estudos de Psicologia. São Paulo. vol. 10. n. 1. p. 131-138. 2005.
Vitolo M R. Nutrição da Gestação ao envelhecimento. Práticas alimentares na infância. Rio de Janeiro. Ed. Rubio, p 221-225.2008


Alessandra Pinheiro
Nutricionista
CRN 951002112

O que fazer após um mês de alimentação e horários desregrados?

Antes das recomendações desejo Feliz 2011 a todos e que a partir desse ano você possa colocar tudo o que precisa em prática e com isso o sucesso e a felicidade também vem juntos.

Para iniciar esse novo ano vamos começar cuidando da sua alimentação depois desta época de festas e “comilança”. E para você que está preocupado com somente com os quilos extras adquiridos, não se esqueça que saúde é fundamental para que possamos colocar nossas metas em dia. Mas será que temos como diminuir esses prejuízos causados pelo desequilíbrio na alimentação após as festas?

Por trás da mesa farta e saborosa se escondem vilões como o sal, a gordura, principalmente a saturada, e o açúcar, que no dia seguinte já demonstram os seus efeitos danosos. Por isso é muito comum acordarmos com cansaço, desconforto abdominal, gases, dores de cabeça e inchaços. Esses sintomas acontecem quando passamos da conta e há acúmulo de toxinas pelo nosso corpo atravancando o bom funcionamento do corpo. Então, como o estrago já está feito, o negócio agora e recuperarmos o corpo reajustando a alimentação, regulando os horários e voltando a atividade física.

Na semana seguinte as festas, de preferência a chás e sucos para ajudar a eliminar essas toxinas. As carnes brancas como peixe e frango, de preferência grelhados são ótimas opções de proteína magra. Invista também nas verduras, nos legumes e nas frutas,

Evite ao máximo frituras, carne vermelha, leite e derivados gordos (prefira os desnatados e queijo magros como cottage) e os carboidratos refinados. Esses alimentos são capazes de aumentar o acúmulo de toxinas e os efeitos que elas produzem no seu corpo.

Após a primeira semana vá incorporando bons hábitos alimentares aos poucos:

* Consuma mais água, chás e sucos naturais ou polpa. Mantenha a ingestão de água em no mínimo, 1,5 litros durante todo o dia.

* Invista nos sucos com folhas. Uma ótima opção são os sucos com couve, folha rica em clorofila, substância que ajuda o fígado no processo de desintoxicação, ou seja, manda aquela toxinas acumuladas embora.

* Corte refrigerante e as bebidas alcóolicas. Essas bebidas contém corantes e outras substâncias artificiais que prejudicam o processo de limpeza do seu organismo, mesmo as diets, lights, etc.

* Maneire no café. Deixe o café para depois da primeira semana, mas se for indispensável tome apenas uma xícara ao dia e nunca depois das 18:00h. A cafeína prejudica o processo de desintoxicação e pode diminuir o sono, contribuindo para o aumento de toxinas no seu organismo.

Essas mudanças são fáceis e ajudam você a incorporar bons hábitos gradativamente a sua alimentação. Fazendo aos poucos e respeitando seu corpo, você vai encontrar o equilíbrio e consequentemente vai recuperar a forma.

Boas Férias!

Alessandra Pinheiro
Nutricionista
CRN 951002112

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

16 DICAS DE COMO SE COMPORTAR NAS FESTAS DE FIM DE ANO!

Veja abaixo 16 dicas de como se comportar diante de tantas delícias e assim manter um corpo saudável e em forma.


1 Faça primeiramente o planejamento de seu cardápio, escolha preparações leves e sem muita gordura, em seguida faça uma lista de compras. Com esta atitude, você não sairá pegando tudo o que encontrar no supermercado.

2 Entre as opções de carnes, prefira os assados ou grelhados e retire a pele. Opte pelas carnes magras, como peru ou outras aves ou até peixe assado. Tender e pernil são carnes que contém mais gordura e colesterol.

3 Faça todas as refeições do dia. Se você ficar muito tempo sem comer ficará com fome na hora da ceia e aí o abuso é inevitável. Não deixe de se alimentar durante o dia, pensando em extrapolar na ceia.

4 Não belisque os alimentos ou beba drinks enquanto prepara a ceia, pois serão calorias a mais.

5 Beba bastante líquido durante o dia, assim você estará se hidratando.

6 Na hora da ceia, em primeiro lugar faça um prato de salada. Coma à vontade. As fibras das hortaliças trazem saciedade.

7 Não repita a refeição. Um prato que contém verduras, legumes, cereais, carnes, é suficiente.

8 Se você é uma daquelas pessoas que não abre mão de comer uma carne mais gordurosa (tender, leitão, pernil), o ideal é combinar o prato com acompanhamentos menos gordurosos como arroz com legumes, salpicão light, batatas cozidas ou assadas, saladas cruas, legumes cozidos. Evite combinar carnes gordas com maionese, farofa de ovos ou miúdos, torta de massa podre, para que o seu prato não fique ainda mais calórico.

9 Evite os molhos à base de maionese, dê preferência para os feitos com iogurte, limão ou os chutney (molhos à base de frutas).

10 Abuse dos temperos naturais: ervas aromáticas, cebola, alho, tomate, pimentão, pimenta.

11 Cuidado com as frutas oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, avelãs) como aperitivo ou acrescentadas em preparações, pois fornecem muitas calorias, apesar de conterem nutrientes funcionais em sua composição.

12 Prefira as frutas frescas, da época, frescas e doces, são uma delícia! Entre as frutas secas, o damasco é a fruta menos calórica.

13 As sobremesas! Isso não pode faltar, não é mesmo? Pode consumir sim, desde que faça a escolha certa e sempre com moderação. Se você optou pelas carnes gordas, vá com calma na hora da sobremesa, prefira doces e sorvetes de frutas. Doces com ovos, manteiga, creme de leite ou leite condensado, podem ser consumidos por quem optou por pratos mais leves, como carnes magras e saladas. Mas de forma geral, prefira as sobremesas que possuem menos cremes como chantilly ou massas podres que contem muita gordura. Sorvetes, mousses e gelatinas de frutas são boas sugestões.

14 Atenção para a bebida alcoólica! O álcool tem 07 kcal por grama. Quanto maior o teor alcoólico, maior as calorias da bebida. O vinho e o champagne são ótimas pedidas, o champagne por ser uma das bebidas alcoólicas menos calóricas e o vinho por ter propriedades saudáveis em sua composição. Mas o conselho de sempre, manere na quantidade.

15 Não abandone os exercícios físicos, procure se exercitar todos os dias, se não for possível ir a academia, faça caminhadas, ajude os seus familiares nos preparativos para as festas, enfim mexa-se!

16 Neste ano haja diferente, pense em sua meta e não deixe que estes dias de festas o prejudique. Lembre-se que além da ceia, existem outras coisas boas a se fazer nestes dias, como confraternizar com seus amigos, curtir seus familiares, presentear as crianças, etc.
Boas Festas!

Alessandra Pinheiro
CRN 951002112

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Como entender as informações nutricionais dos rótulos alimentares


É preciso comprar corretamente para saber se está comendo bem. Para isso se faz necessário aprender a interpretar a informação nutricional que compõe os rótulos dos alimentos. Aprenda o que significam estes dados nutricionais e faça da leitura dos rótulos alimentares um hábito.

Já vimos no mês anterior que os rótulos dos alimentos devem conter indicações completas, verdadeiras e esclarecedoras quanto à composição, qualidade, quantidade, validade ou demais características que entrem na composição do produto. O rótulo deve ser um meio de informação que facilite ao consumidor uma escolha adequada para o consumo e conservação do produto. Agora vamos ver como podemos avaliar os itens mais importantes do rótulo.

Formato & Valores Nutricionais

Nem todas as embalagens alimentares permitem um rótulo que possa albergar uma informação nutricional completa, daí existirem dois tipos de rótulos. O formato simples é reduzido e indica o valor energético do alimento (calorias), bem como a quantidade de proteínas, hidratos de carbono (glícidos) e lípidos (gorduras). O formato completo é mais extenso e inclui a quantidade de calorias, proteínas, glícidos (dentro dos quais é ainda especificada a quantidade de açúcar, amido e polióis), gorduras (dentro das quais é ainda especificada a quantidade de gorduras saturadas, monoinsaturados, polinsaturados e colesterol), fibras alimentares e sódio. Por vezes, pode ainda apresentar o teor de ferro, cálcio e qualquer vitamina existente. Para poder interpretar globalmente estes valores nutricionais é importante saber o que significa cada um destes termos.

Ordem decrescente

Os valores nutricionais estão ordenados de forma decrescente, ou seja, o primeiro da lista é sempre aquele com maior peso no alimento e assim sucessivamente. Saber isto ajuda a fazer uma rápida avaliação do rótulo, porque o primeiro “ingrediente” pode revelar, de imediato, de que tipo de produto alimentar se trata – se é saudável ou não.

O que é o Valor Nutricional Médio?

De forma a facilitar a percepção da qualidade e do peso de cada um dos valores nutricionais presentes num alimento, determina-se uma quantidade correspondente, ou seja, a média do valor nutricional é feita com base em 100 gramas, por exemplo. No entanto, é importante conferir se a embalagem do produto corresponde a esse número – pode ter um volume maior ou menor – sendo nesse caso necessário fazer um acerto, tendo sempre em conta a quantidade consumida.

O que é o VDR ou o DDR?

Os “Valores Diários Recomendados” ou “Dose Diária Recomendada” são um indicador apresentado normalmente em forma de percentagem ou por porção. Estas referências nutricionais permitem saber quais são as necessidades de calorias e nutrientes diárias do ser humano. Esta informação permite controlar o consumo das mesmas, de forma a manter uma dieta saudável. Mas atenção, sabemos que as necessidades calórica e nutricionais podem variar de pessoa para pessoa, então atenção ás suas.

Dicas escolher produtos saudáveis com base nos rótulos

O consumo de alimentos com elevados níveis de gorduras, sódio e açúcares (sacarose, maltose, lactose, glucose, frutose, dextrose, xarope de açúcar invertido...) deve ser moderado.

Evite alimentos com grandes quantidades de lipídios, optando sempre pelos produtos com baixo teor em gorduras, sobretudo as saturadas e o colesterol.

Tenha atenção aos glicídios, ou seja, a escolha deve recair sempre sobre os alimentos pobres em açúcares.

Um valor referência para os valores energéticos de determinado produto é não mais de 300-400kcal por cada 100g, o que já representa um índice bastante elevado.

Quando da escolha de alimentos com alto teor de hidratos de carbono, certifique-se que exista entre 6 a 10 gramas de fibra e proteína por cada 100 gramas de produto.

Quando da escolha de alimentos com alto teor de lipídios, certifique-se que a incidência de gorduras é inferior a 10 gramas por cada 100 gramas de produto.

Opte sempre por alimentos com gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas, em detrimento das gorduras saturadas (nomeadamente a hidrogenada ou trans).

Confira produtos parecidos e escolha a versão que apresente menos teor de açúcar e sal.

Quanto mais reduzida for a lista de ingredientes de um produto, mais saudável é o alimento, uma vez que não terá aditivos, conservantes ou outros ingredientes normalmente utilizados em produtos processados.

Verifique a forma de conservação e a data de validade!

Alessandra Pinheiro
CRN 951002112

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

VOCÊ LÊ OS RÓTULOS DOS PRODUTOS QUE COMPRA?

Quando você vai ao supermercado fazer compras e vê várias informações no rótulo, será que você entende realmente o que está lendo? Ou melhor, será que você se quer lê o rótulo?
Quando você escolhe um alimento, é muito importante entender o quanto ele pode contribuir para uma alimentação saudável e equilibrada. Para isso, é importante que você entenda os rótulos e o significado de cada informação que ele traz, incluindo cada item da tabela nutricional.

De acordo com a ANVISA, órgão regulatório do governo, todas as embalagens de alimentos industrializados devem trazer:

- Tabela nutricional com os valores de energia, carboidratos, proteínas, gorduras totais e saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e teor de sódio.

- Relação de todos os ingredientes começando pelo que aparece em maior quantidade até aquele em menor quantidade.

- Conteúdo líquido (quantidade, peso ou volume) do produto e seu método de conservação, para que você saiba como guardá-lo de forma correta.

- Indicação obrigatória da presença de Glúten, uma proteína presente em alguns alimentos como a cevada, o trigo e o centeio, que não pode ser consumida por pessoas com a doença chamada Celíaca.

A partir dessas informações, fica mais fácil comparar um alimento com outro, avaliando o conteúdo da embalagem e a quantidade de nutrientes de cada um. Mas atenção, não se engane com os valores, preste sempre atenção a quantas porções se refere o valor calórico e nutricional para ter certeza se vale a pena ou não comprar esse alimento. Lembre-se, você pode consumir todos os tipos de alimento, desde que seja com moderação e que tenha uma alimentação equilibrada e saudável.

No próximo mês, vamos ver passo a passo o que significa cada item da tabela de valor nutricional. Aguardem...
Alessandra Pinheiro
CRN 951002112

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

COMO MANTER A SAÚDE DA MULHER

Saúde é um tema muito amplo, e hoje sabemos sua importância. Mas você tem se preocupado com sua saúde? O que você tem feito para cuidar da sua saúde? Para que você possa cuidar bem da sua saúde é importante entender as transformações que acontecem no seu corpo, durante as diferentes fase da vida.
Na infância, músculos e ossos estão em desenvolvimento e ocorre o 1º pico de crescimento. É uma fase de aprendizado e de novas descobertas, onde a atividade cerebral é intensa. Para que tudo isso ocorra de forma saudável é importante a ingestão adequada de proteínas (carnes, leite e derivados, ovos) para desenvolvimento dos músculos e tecidos.; cálcio e vit D (leite e derivados, folhas verde-escuras, margarina) para formação óssea e reserva de cálcio; zinco (carne vermelha, cereais integrais, ervilha, feijão) para melhorar o apetite. Crianças gastam muita energia e precisam também de calorias provenientes de uma alimentação saudável. Aos 10 anos o corpo da criança já começa a se preparar para as alterações da adolescência acionadas por hormônios.

A adolescência é um período onde ocorre um turbilhão de sensações. Chega alterações de humor, retenção hídrica, acne, etc. Nessa fase é importante a ingestão adequada de ferro (carnes e folhas verde-escuras), vitamina C (frutas cítricas em geral) para auxiliar na absorção do ferro dos folhosos e também, a vitamina C juntamente com a vitamina A (folhas verdes, vegetais alaranjados) atuam na constituição de uma pele saudável. O zinco (carne vermelha, cereais integrais, ervilha, feijão) por sua vez vai auxiliar na maturação sexual e regulação hormonal. Ainda é tempo de reforçar a ingestão de cálcio para garantir suas reservas.

Dos 20 aos 30 anos, a mulher está no auge da forma física. Cabelos e pele bonitos e viçosos. Bom momento para se reajustar o cardápio e se preparar para a chegada dos 30 anos. A partir dos 30 anos os órgãos já começaram a perder discretamente a vitalidade e o pico de ganho de massa óssea já foi atingido. Ocorre diminuição no metabolismo, com redução na massa muscular e aumento no percentual de gordura. Nesse momento a redução na ingestão de carboidratos refinados (pães, bolos, massas), proteínas de alto valor e nas quantidades adequadas e um cardápio equilibrado vão ajudá-la a não ganhar peso apesar da redução no metabolismo.

A partir dos 40 anos, os primeiros sinais do tempo aparecem na pele e na coloração dos cabelos. A queda gradual nos níveis de estrogênio (menopausa) chega provocando rubor facial, ondas de calor, insônia, acúmulo de gordura na região abdominal entre outros. A alimentação adequada não vai impedi-la de passar por essa fase, mas vai com certeza amenizar os sintomas. Inclua na sua alimentação diária soja (isoflavonas), leite e derivados (cálcio) e vitamina D (margarina, leite, banho de sol diário 15`), peixes como sardinha, atum e salmão, linhaça (ricas em ômega 3) ajudam a combater o colesterol LDL e ajudam no controle da pressão arterial.

A partir dos 60 anos, ocorre perda de elasticidade da pele e os músculos e ossos têm sua massa diminuída. Ocorre um aceleramento no envelhecimento celular. Nessa fase além dos cuidados anteriores, o que merece destaque são os antioxidantes que neutralizam a ação dos radicais livres naturalmente produzidos pelo nosso organismo, provocando danos celulares. Entre eles estão: óleo de girassol e canola, linhaça, nozes e peixe, alimentos vermelhos, verde-escuros, alaranjados e frutas cítricas.

A partir do momento que conhecemos o básico do que acontece com o nosso corpo e nossas necessidades em cada fase da vida, é nossa responsabilidade cuidarmos para termos uma vida com qualidade. E um corpo bonito é conseqüência de uma alimentação equilibrada e sem exageros para mais ou menos.

Alessandra Pinheiro
CRN 951002112